A nossa
História
Origens da guia
As origens da povoação de Nossa Senhora da Visitação de Alfontes da Guia ou Alfontes da Guia, topónimos antigos da Guia, são difíceis de determinar. Tudo leva a crer ter sido ocupado desde épocas remotas.
A tradição oral, fonte de inegável interesse histórico, perpetua o sítio onde está erguida a Ermida de Nossa Senhora da Guia como sendo o local onde terá aparecido a Virgem, daí a construção do Santuário.
Efetivamente, pode dizer-se que ás lendas se liga, muitas vezes, a antiguidade dos locais… Assim, pressupõe-se que o topónimo, de origem religiosa, se relaciona com a existência daquele templo, edificado num período anterior do século XVI.
Torna-se evidente que a povoação tem as suas raízes, numa época que antecede o período quinhentista.
Em termos económicos a agricultura e a criação de gado constituíram sempre as mais importantes atividades. A produtividade não era das melhores, excetuando nalguns locais a Norte e a Oeste da povoação, devido á baixa fertilidade dos terrenos e ao anacronismo dos meios disponíveis.
As principais produções eram o figo, a alfarroba, a amêndoa, o vinho, o trigo, a cevada, o centeio e os legumes. De todos estes produtos o figo detinha a primazia, pois constituía um rendimento certo, possibilitava a obtenção de rendimentos fixos e tinha uma grande importância a nível alimentar.
Para existir, no entanto, uma certa prosperidade agrícola e pecuária, foi criada uma feira anual, no dia 8 de Setembro, data em que se comemorava também a festa de Nossa Senhora da Guia.
No ano de 1885 a Câmara Municipal de Albufeira deliberou a criação de um mercado de gado, no sítio de Nossa Senhora da Guia, é possível que, nesta altura a feira tivesse já lugar a 7 de Outubro.
A pesca representou um papel secundário na economia da freguesia da Guia. Baldaque da Silva refere que, em 1866, se dedicavam á pesca 46 homens, na Pedra da Galé, num total de sete embarcações. No areal da Galé existia um agrupamento de barracas que pertenciam a uma armação de atum.
Além do atum capturavam-se espécies como a sardinha, cavala, sarda, linguado, robalo, choupa e besugo. Ocasionalmente capturavam-se também espécies de largo, quando estas se aproximavam da costa como o prago e a corvina. Os mariscos, crustáceos, polvos e lulas completavam os recursos marinhos disponíveis.
O património da freguesia integra a igreja matriz que data do século XVII, o seu orago é Nossa Senhora da Visitação.
No seu interior destaca-se o retábulo da capela-mor, do primeiro quartel do século XVIII, as imagens de Santo António e de Cristo Crucificado do séc. XVII e as da padroeira, de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora das Dores todas do século XVIII.
O templo de Nossa Senhora da Guia remonta a época anterior ao século XVI. Ficou parcialmente destruído com o terramoto de 1755, tendo sofrido posteriormente várias campanhas de obras.
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